Tabu, Portugal/Brasil/França/Alemanha, 2012, Drama, 118 minutos
Direção: Miguel Gomes
Elenco: Laura Soveral, Teresa Madruga, Ana Moreira, Carloto Cotta
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 anos
Contém: Drogas Lícitas, Violência, Conteúdo Sexual
Áudio original em português europeu, com legenda em português
Dirigido por Miguel Gomes, este filme presta uma homenagem a seu homônimo Tabu de F.W. Murnau, apesar de contar uma narrativa muito diferente, a obra se segue no mesmo estilo que aquela que a inspirou, dividida em dois capítulos nomeados Paraíso Perdido e Paraíso. O primeiro capítulo se inicia contando a breve história de um explorador que após falecimento de sua amada tenta fugir constantemente da imagem da mesma. Em seguida, já no presente, nos é apresentada Pilar, uma mulher solitária de meia idade que divide seu cotidiano apoiando movimentos sociais e ajudando sua vizinha idosa chamada Aurora, esta que vive junto de sua criada Santa.
Por conta da idade Aurora tem muitos delírios e dado a frieza da empregada, Pilar fica bastante preocupada com a situação da idosa e fica sempre à disposição da mesma. Após alguns dias, Aurora adoece muito e começa a clamar por um velho amor, Gian Lucca Ventura, Pilar encontra o homem em um asilo e que todos acusam de estar perturbado também, e o leva ao enterro da amiga. Após o enterro, Gian Lucca conta como conheceu Aurora e assim se inicia a segunda parte nomeada Paraíso. O filme então começa a se narrado como uma memória de Gian Lucca e se inicia com a história de Aurora sendo herdeira de um território colonizado por seu pai na África, ela então se casa para que o marido a ajude com a fazenda. Ventura por sua vez, chega ao mesmo território fugindo de dívidas e da baixa qualidade de vida que tinha na Europa. Por seu amigo Mario ser um amigo de longa data do marido de Aurora ambos começam a viver em uma casa próxima a fazenda. A fuga do crocodilo de estimação da mulher causa um encontro repentino entre Gian e Aurora, assim ocasionando um romance apaixonado e intenso, porém proibido entre os dois. A gravidez da moça se torna um empecilho em seu caso, pois o filho era de seu marido, no entanto alguns eventos levarão ao afastamento do casal.
Apesar de não ser uma releitura direta do filme de Murnau, Tabu tem seu mérito enquanto obra e a postura do diretor em tratar a segunda parte apenas como uma memória, enriquece o lado artístico do filme e a trama como um todo.
Vitor Augusto Andrade
