PARA SABER MAIS – EDUCAÇÃO SUPERIOR – CDCC EM NÚMEROS

Informações relacionadas à meta “Colaboração com o desenvolvimento de pesquisas acadêmicas”, com descrição de resumos de projetos de mestrado, doutorado e pós-doutorado com dados coletados no CDCC.

  • Projeto de Pesquisa de Ariane Baffa Lourenço (pesquisadora colaboradora do IQSC/USP)

Formação de professores: contribuições de ações em centro de ciências

Resumo: Estudos na área de ensino de ciências naturais apontam para a importância que os espaços de ensino não formal têm para a motivação dos alunos e aprendizagem de conceitos dessa área do conhecimento, bem como para a ampliação da vivência de experiências educativas de professores, tanto em processo de formação inicial como continuada. Dentre esses espaços, destacamos os museus e centros de ciências, os quais, ao desenvolverem ações com docentes, colaboram com a prática dos mesmos e ampliam o seu leque de atuação. Buscando trazer elementos que contribuam para o progresso da discussão sobre a formação de professores em museus e centros de ciências desenvolveremos este projeto. Objetivamos investigar como ações realizadas no Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) da Universidade de São Paulo contribuem para a formação de professores de ciências naturais e como tais atividades podem ser sintetizadas e organizadas tendo em vista a elaboração de recomendações para futuras práticas em museus e centros de ciências no que tange à formação de professores. A pesquisa será realizada em duas etapas. Na primeira etapa faremos o levantamento de documentos vinculados ao CDCC, no que concerne à formação inicial e continuada de professores. Na segunda etapa procederemos à realização de entrevistas semiestruturadas individuais com profissionais do local, com o intuito de angariar elementos para identificar e compreender suas percepções quanto à formação de professores, bem como sua influência na prática em ações dessa natureza. Os dados obtidos serão discutidos com base na Análise de Conteúdo, amplamente usado para avaliação da formação profissional, e a literatura na área de ensino de ciências naturais quanto à formação de professores.

 

  • Projeto de Pesquisa de Maria Eduarda Vizotto (mestranda do IQSC/USP)

Cursos de formação continuada em espaços não formais de aprendizagem: contribuições ao desenvolvimento profissional de professores de química

Resumo – Pesquisas atuais apontam intervenções positivas dos espaços não formais de educação na promoção de ações formativas para a capacitação profissional de professores. Tais espaços tendem a ampliar as experiências educativas dos mesmos e muitas vezes possibilitam a articulação de ações educativas entre espaços não formais e escola. As pesquisas nessa temática são recentes e possuem ainda um campo muito grande a ser explorado. Uma vez que a formação de professores vem ganhando força nesses espaços, é importante que haja um acompanhamento da contribuição de programas de formação continuada que demonstre se a capacitação do professor está efetivamente sendo alcançada. Nesse sentido, este trabalho pretende fortalecer os estudos que envolvem a avaliação de programas de formação continuada em espaços não formais de educação, por meio da análise de três monografias de professores de Química, participantes de dois cursos de especialização oferecidos no Centro de Divulgação Científica e Cultural da Universidade de São Paulo, da Universidade de São Paulo (CDCC – USP).  Para tanto, inicialmente foram identificados indícios de autoria dos professores em frases do texto de suas monografias, as quais foram analisadas para classificação de acordo com uma adaptação dos quatro níveis de avaliação do Modelo de Kirkpatrick, adaptação esta que foi elaborada no âmbito deste trabalho. As análises revelam que os cursos de especialização favoreceram um impacto positivo na aquisição de conhecimento dos educandos envolvidos na prática docente dos professores de Química, proporcionaram uma performance do professor em contexto de sala de aula que refletisse conhecimentos abordados na formação, o que permitiu uma reação positiva desses professores com relação aos cursos.

 

  • Projeto de Pesquisa de Israel Rosalino (doutorando do IQSC/USP)

Validação de um instrumento de coleta de dados para o estudo de aparatos científicos em ambiente museal

Os ambientes museais são locais com grande potencial para o desenvolvimento da educação científica não-formal e diversas instalaçãoes científicas, como os aparatos técnicos, as maquetes e os dioramas, contribuem para a aplicação de atividades científicas monitoradas ou simplesmente para os testes individuais, auxiliando na curiosidade de aprender mais sobre um fenômeno ou situação exposta. (…) Sendo assim, no desenvolvimento deste trabalho é proposto um instrumento que auxilie no estudo da efetividade do constructo científico de aparatos museais.

 

  • Projeto de Pesquisa de Rafael Gotardi Brússolo (doutorando da EESC/USP):

O clima urbano de São Carlos (SP) por meio de análise termohigrométrica

Resumo – A presente pesquisa tem como objetivo estudar o comportamento da temperatura e umidade relativa do ar em diferentes áreas da cidade de São Carlos, com o intuito de diagnosticar possíveis alterações desses padrões meteorológicos em decorrência dos diferentes tipos de uso e ocupação do solo.

 

  • Projeto de Pesquisa de Bojana Galusic (mestra pelo IAU/USP, com defesa de dissertação em 31/05/2019):

Ilhas de calor urbanas em São Carlos, SP e os impactos da permeabilidade dos revestimentos urbanos horizontais

Resumo – O fenômeno de ilhas de calor urbanas ocorre principalmente nos centros urbanos caracterizados pela grande concentração de edificações, ausência de vegetação e uso de materiais impermeáveis com grande capacidade de armazenar calor. As temperaturas elevadas causam desconforto térmico, problemas de saúde e maior consumo de energia para resfriamento de edificações. O objetivo da pesquisa presente é investigar o impacto da permeabilidade dos revestimentos urbanos horizontais na variação da temperatura do ar e na formação de ilhas de calor urbanas na cidade de São Carlos, SP. Embora São Carlos seja uma cidade de porte médio, o processo da urbanização criou áreas densamente construídas e sem muita vegetação, o que favorece o aquecimento do ar e das superfícies. Para avaliar a variação da temperatura do ar em relação às características urbanas, foram realizadas medições fixas da temperatura e umidade relativa do ar em 37 pontos que representam diferentes tipos de ocupação urbana em quatro estações do ano, durante 15 dias em cada estação. Nos entornos dos pontos de medição foi feito o mapeamento da permeabilidade dos revestimentos horizontais das superfícies. A correlação entre as variáveis climáticas e urbanísticas foi analisada para cada estação separadamente e a seguir fez-se a análise comparativa de todas as estações através da normalização dos dados climáticos obtidos por monitoramento. A partir dos dados normalizados foram elaborados mapas térmicos. Os resultados confirmam o aumento da temperatura e diminuição da umidade em locais onde predominam revestimentos impermeáveis. Desse modo, este estudo fornece subsídios importantes para o planejamento urbano, a fim de criar espaços urbanos termicamente confortáveis na cidade de São Carlos.