NAS GARRAS DO VÍCIO

Le Beau Serge, França, 1958, Drama, 99 minutos

Direção: Claude Chabrol

Elenco: Claude Cerval, Edmond Beauchamp, Gérard Blain, Harry-Max, Jacques Doniol-Valcroze

CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 anos

Contém: Violência

Onde encontrar: internet

Primeira obra escrita e dirigida por Claude Chabrol e precursora do movimento conhecido como Nouvelle Vague. Trata-se de uma história que abordará questões profundas a respeito do alcoolismo, descrevendo o drama entre dois amigos em que um deles sofre com o vício após uma tragédia ocorrer em sua vida, e o outro tenta entendê-lo para ser capaz de ajudá-lo, apesar de todas as dificuldades que aparecem em sua jornada. O filme se passa numa cidade interiorana da França, em uma época próxima à que ocorreram as filmagens, porém essas informações não foram dadas com precisão, já que não era necessário abordá-las.

Em primeiro lugar, observamos François chegando em sua cidade natal depois de ter tuberculose enquanto estava na Suíça, sendo recepcionado por um velho amigo. No caminho, ele reencontra com Serge, seu melhor amigo de infância, porém este não o reconhece à primeira vista. François descobre logo depois que Serge anda sempre alcoolizado, e que começou a apresentar este vício exacerbado quando sua esposa teve seu primeiro filho, que faleceu logo após o nascimento e, desde então, Serge não anda mais sóbrio e trata a esposa sempre de maneira rude. François decide então conversar com ele, conhecendo-o novamente e aconselhando-o, porém, Serge não apresenta melhoras e acaba desconfiando das intenções de François. Posteriormente, o protagonista conhece e se encanta por Marie, e depois acaba descobrindo mais coisas, e a narrativa vai tomando uma forma não usual caminhando para um desfecho completamente inesperado.

Assim, o filme acaba tendo um enredo não muito claro, no sentido de não compreendermos a motivação de alguns de seus acontecimentos e suas contribuições para com a história, no entanto é possível observar que de fato o filme tem a intenção de mostrar o cotidiano dos moradores e do protagonista durante toda a sua jornada.

A obra foi bem recebida, e mesmo sendo a primeira de um completamente novo movimento cinematográfico, recebeu o prêmio de melhor diretor no Festival de Locarno em 1958.

Thiago Freire Nascimento