Dial M For Murder, EUA, Suspense, 1954, 105 minutos
Direção: Alfred Hitchcock
Elenco: Ray Milland, Grace Kelly, Robert Cummings, John Williams
CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 anos
Contém: Violência, Diálogo Adulto
Áudio original em inglês, com legendas em português
A história começa com Margot, uma mulher que trai seu marido, o ex-tenista Tony Wendice, com um escritor chamado Mark Halliday. O marido de Margot chega após uma viagem de negócios e convida Mark, que até então era dado apenas como amigo dela, para uma festa no outro dia, após isso Tony diz a esposa que não iria sair com ela pois tinha relatórios para escrever. Com isso Tony, sob a justificativa de tentar comprar um carro, convida Charles Swan, um ex-colega de turma que tinha se tornado um vigarista. Tony chantageia Swan para que mate sua esposa pois tinha provas de seus crimes e pagaria muito bem pelo assassinato. A noite do crime chega e tudo ocorria conforme o plano, porém uma reviravolta acontece e Margot mata Charles, e por recomendação do marido, não chama a polícia no mesmo momento.
A partir desse momento, a narrativa se transforma em um jogo psicológico de aparências e silêncios, onde Tony assume o papel de um marido aparentemente devastado pela tragédia, enquanto articula nos bastidores uma engrenagem fria para manipular os fatos. Enquanto a investigação policial avança, liderada por um inspetor perspicaz que começa a enxergar furos na dinâmica daquela noite, Mark e a própria Margot se veem encurralados em uma teia de suspeitas. A tensão cresce gradativamente dentro dos limites sufocantes do apartamento, transformando cada cômodo, objeto e olhar em peças cruciais de um quebra-cabeça que desafia a lógica dos investigadores e a lealdade dos envolvidos.
Originalmente concebido para o teatro por Frederick Knott — que também assina o roteiro —, o filme é notável por sua estrutura claustrofóbica, se passando quase inteiramente em um único cenário. Além de marcar a primeira de três colaborações icônicas entre Hitchcock e a atriz Grace Kelly, a produção também explorou de forma pioneira a tecnologia cinematográfica em 3D da época, consolidando-se como um clássico atemporal que redefine a narrativa de crimes e mistérios no cinema.
Vitor Augusto Andrade
