CINEMA NACIONAL

O cinema brasileiro teve o primeiro lampejo de existência em 1896, quando ocorreu a primeira sessão de filmes curtos que retratavam o cotidiano da vida europeia. Após essa abertura de portas, as produções cinematográficas brasileiras vêm ganhando cada vez mais espaço e notoriedade no cenário nacional e internacional, com obtenção de destaque por causa de suas belas películas que representam bem o contexto social do país, assim como questões culturais e políticas.

O cenário nacional começou a se desenvolver primeiramente com o mercado exibidor, que possuía grandes dificuldades para vingar pela escassez de eletricidade no país. Nesta época, meados de 1910, a maioridade dos filmes exibidos vinha de origem europeia, apesar da presença de filmes nacionais em desenvolvimento, que tinham como característica unânime serem documentários.

Com o início da Primeira Guerra Mundial, o cinema nacional sofreu profundas mudanças, afetando negativamente a produção cinematográfica do país, destituindo o posto europeu de maior exibidor local para o Estados Unidos, com a gigante Hollywood. Tal fato veio influenciar o desenvolvimento de obras nas décadas seguintes, quando praticamente todas seguiam a estética estadunidense de produzir filmes.

A consolidação dos estúdios Vera Cruz em 1949 foi um marco para o cinema brasileiro: gerando belos filmes na estética hollywoodiana, agradando tanto a crítica quanto a população em geral, tiveram, entre as suas produções, o primeiro filme brasileiro a receber uma premiação no festival internacional de Cannes. Infelizmente, cinco anos após sua criação, ocorreu a falência por causa de dificuldades com a distribuição de filmes e grandes dívidas que assombravam a companhia.

Passando pelas chanchadas, obras cômicas e de baixo orçamento que atraiam a atenção do público, mas que não possuía tanto apreço dos críticos, para o cinema novo e “udigrudi”, que possuíam um cunho mais social e político, buscando uma estética própria, pela crise de 1980, encarecendo a produção de filmes nacionais e impossibilitando a presença de grande parte da população nas sessões de cinema, chega-se ao período de retomada e pós-retomada do cinema brasileiro. Nesses dois últimos períodos existiram fortes incentivos por parte do governo vigente, fomentando o mercado nacional e reinventando suas produções.

Lucas Reis e equipe Cineclube